GERSON VALLE
Foi lançado este mês no site da Freitas Bastos um e-book da novela de minha autoria "A igreja invadida", cujo link que a descreve e informa como adquiri-la (7 reais) é: http://freitasbas.lojatemporaria.com/a-igreja-invadida.html
DADOS BIOGRÁFICOSNasceu em 27/04/1944, tendo passado toda a infância e juventude no bairro carioca de Ipanema. Estudou no Colégio Mello e Souza (em Copacabana) e no Colégio Rio de Janeiro (em Ipanema). Formado pela Faculdade de Direito Cândido Mendes (1969). Pós-graduações na França (Institut Européen des Hautes Études Internationales e Diplôme d’Études Approfondies en Droit de la Paix et du Développement, ambos da Université de Nice), Holanda (Académie de Droit International de La Haye) e Portugal (Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa). Foi vice-diretor da Faculdade de Direito Estácio de Sá e diretor de ensino da Sociedade de Ensino Superior e Assistência Técnica – SESAT, ambas no Rio de Janeiro. Lecionou Direito Internacional Público, Noções de Direito, Política Internacional e Cultura Brasileira, em faculdades do estado do Rio de Janeiro. Assessor-chefe da Assessoria Jurídica da Fundação Nacional de Arte-FUNARTE (Ministério da Cultura) durante dezesseis anos. Transferiu sua moradia da cidade do Rio de Janeiro para Petrópolis onde tem participado de diversas ongs de cunho ambiental e cultural. Recebeu o TÍTULO HONORÍFICO DE CIDADÃO PETROPOLITANO por relevantes serviços prestados ao Município, segundo a Resolução da Câmara Municipal de Petrópolis nº 173, de 12/12/2003. No ano de 2004 manteve o programa semanal “Petrópolis Cultural”, da TV Cidade Imperial, em Petrópolis. Aposentou-se pelo IPHAN, tendo sido sua última lotação no Museu Imperial. É membro da Academia Brasileira de Poesia – Casa Raul de Leoni, cadeira nº 31.
LIVROS DE POESIA- "Confetes de Muitos Carnavais" - edição independente, 1982
- "Passagem dos Anos" - Edições Pirata, Recife, Pe, 1984
- “Aparições” – Poiésis, 2001
- “Vozes trazidas pelos ventos”, Poiésis, 2005.
LIVROS DE FICÇÃO- “Os souvenirs da prostituta – A novela de Ipanema”, Catedral das Letras, 2006
- “Missas do galo” (conto), na Coletânea Osman Lins de Contos, volume I, Prefeitura do Recife/ Secretaria de Cultura/ Fundação de Cultura Cidade do Recife, 2005
- “Pela internet” (Novelas de uma nova era), EntreLivros Editora, Brasília, 2006;
- “Contos de Natal” – da Coleção “Livro na rua” da Thesaurus Editora, Brasília, 2007;
- “Vozes novas para velhos ventos (Obras primas da literatura universal)”, contos, Thesaurus Editora, 2007.
(Em “link”): “A igreja invadida”, Freitas Bastos Editora, 2010, http://freitasbastos.lojatemporaria.com/a-igreja-invadida.html
TRADUÇÃO EM LIVRO, com estudo introdutório, de “Lendas” de Gustavo Adolfo Bécquer, Poiésis, 1997 (contos e poesia)
LIVROS SOBRE DIREITO- "Você Conhece Direito Internacional Público ?" - Editora Rio
1ª edição - agosto de 1974; 2ª edição - fevereiro de 1978
- "Vocabulário Trabalhista" - Editora Rio, janeiro de 1976
- "Noções de Direito" (em parceria com Roberto Parreira) – Edições
Trabalhistas: 1ª edição – 1981; 2ª edição – 1984; 3ª edição – 1992
LIVRO SOBRE ARTE E POLÍTICA- “Jorge Antunes, uma Trajetória de Arte e Política”, editora Sistrum Ltda, Brasília, janeiro de 2003.
PUBLICAÇÕES EM PERIÓDICOS- NO BRASIL: Cerca de 300 publicações em diversos periódicos, com ARTIGOS, CRÔNICAS, CONTOS E POESIA, integrando o conselho editorial do jornal “Poiésis – Literatura, pensamento e arte” a partir de março de 1998.
- NA FRANÇA: poemas traduzidos para o francês por Jean Paul Mestas, publicados na revista JALONS, nºs 65 (de 1999) e 75 (de 2003), Nantes, França.
- NA ÁUSTRIA: 5 poemas traduzidos para o alemão por Friedrich Frosch, publicados na revista XICÖATL – Lateinamerikanisches Kulturmagasin, Oktober/Dezember 2003, nº 65, Salzburg, Áustria.
- NA ITÁLIA – a) poemas traduzidos para o italiano por Angelo Manitta: 1) o poema “Occhi” na revista “Il Convívio” – Trimestre di Poesia Arte e Cultura dell’Accademia Internazionale “Il Convívio”, Castiglione di Sicília (CT), Itália, nº 16, gennaio-marzo 2004; 2) o poema “Alla ricerca del Natale perduto” em livro publicado pela mesma Accademia “Il Convívio”, onde figuram os autores premiados em concursos por ela promovidos, 2004; b) na mesma revista de “a.1” de aprile-giugno 2004, o poema “Cappuccio”, traduzido por Angelo Di Mauro.
PRÊMIOS- 1º lugar do “Concurso de Contos ANE”, da Associação Nacional de Escritores, de Brasília, no ano de 2006, com o livro “Obras primas da literatura universal (Vozes novas para velhos ventos)”;
- 1º lugar para poesia em português no Prêmio “Antonio Filoteo Omodei – Giulio Filoteo di Amadeo” de 2004, da Accademia Internazionale Il Convívio, da Itália;
- 2º lugar para estrangeiros no concurso “Natale – 2003; una poesia per il Natale”, da “Academia Internazionale Il Convívio”, da Itália;
- Menção honrosa do Concurso Nacional de Poesia “Helena Kolody” 2003, da Secretaria de Estado de Cultura do Paraná, com o poema “Sombra de amor”;
- Selecionado no Concurso Osman Lins de Contos da Fundação de Cultura Cidade do Recife para integrar a publicação do livro “Coletânea Osman Lins de Contos – 2005”, com o conto “Missas de Galo”;
- Menção honrosa no I Concurso Nacional de Poesia – Prêmio SEERJ (Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro) 2005, com o livro “Luz intermitente”.
- Prêmio Carauta de Souza de Literatura, ano 2005, concedido pela Academia Petropolitana de Letras, como distinção na Poesia e na Prosa;
- 1º lugar no “Concurso Internacionalizando o Novo Escritor” com a novela “Filosofias de Don Juan (Cosi)”, de Nova Pampulha, Vespasiano, Minas Gerais, 2007.
- Prêmio Maestro Guerra Peixe 2009, na categoria Literatura/Poesia, da Fundação de Cultura e Turismo da Prefeitura de Petrópolis.
OBRAS MUSICADAS pelos compositores (a maior parte com apresentações em vários concertos, e publicadas):- Jorge Antunes (libreto da ópera “Olga”, em três atos; o “lied” “A Canção que Passa”; “O Som do Universo” e “Língua Portuguesa”, na “Cantata dos Dez Povos”);
- Odemar Brígido (libreto da ópera “A Noite de Iemanjá”);
- Ernani Aguiar (os ciclos de canções: "Cantos Natalinos", "Cantos Corpos", "Cantos da Noite", "Cantos do Entardecer", "Cantos da Manhã"; “Só”, peça de cena para soprano; "Cantilena", com versões para coro, canto e piano e canto e violão; “Madrugadas” coral no último movimento da “Sinfonia Petrópolis”; “Acalanto para o menino Jesus” e “Acalentando Jesus”, ambos para coro misto);
- Guilherme Bauer (os ciclos de canções : "Cantos Báquicos" e "Cantos Eróticos", e o libreto da ópera “Fronteira”, baseado no romance homônimo de Cornelio Penna) ;
- Ricardo Tacuchian ("O Caminhão", para coro infantil, e “Terra dos homens”, para barítono e clarone);
- Marco Aureh (“A flor referente”, canção)
ENCENAÇÕES TEATRAIS- “Dança das Árvores”, encenada no auditório do Museu Imperial e no Palácio de Cristal (ambos em Petrópolis, RJ) em dezembro de 2001, com música e direção do autor, com um grupo de adolescentes da Comunidade Santa Clara (Petrópolis), produção da Associação Emaús Pró-Jovem e cenário e figurinos de Alexandre Rivero;
- Programada pela Prefeitura da Cidade de São Paulo, cinco récitas, dentro da temporada lírica oficial do seu Theatro Municipal, da ópera “Olga”, com libreto seu e música do maestro Jorge Antunes, em outubro de 2006, com Martha Herr, Fernando Portari, Luciano Botelho, Carlos Eduardo Marques, Homero Velho, Carolina Faria, Leonardo Neiva, Manuel Alvarez, Magda Painno, Sérgio Righini, Eduardo Góes, Sandro Bodilon, Paulo Menegon, Eucir de Souza, Orquestra Sinfônica Municipal e Coral Lírico, Maestro José Maria Florêncio e direção cênica e cenografia de William Pereira.
FORTUNA CRÍTICAA – DOS LIVROS DE POESIA1- Sobre o livro “Aparições” (Poiésis, 2001):
- “É uma coisa ousada. Misturar poesia e prosa. Desafiantemente. Desbordar dos limites. Você com o domínio perfeito da escrita, do verso, dos temas. Transformando até o tema do grilo num inventivo poema. / Marquei vários versos que me iam tocando. Depois, parei, porque a marcação estava se generalizando” – Affonso Romano de Sant’Anna, poeta e professor de Literatura, em carta ao autor.
- No Posfácio do livro: “A poesia de Gerson Valle torna-se notável por sua capacidade de extrair poesia de toda e qualquer circunstância. A isto soma-se o seu grande sentido rítmico e melódico do verso, o perfeito senso de valorização da palavra escrita e uma boa adequação de prosa e verso, muitas vezes dentro do mesmo poema e adaptando verso e prosa, de tal modo que se fazem indissolúveis. Gerson Valle é poeta de primeira água, ainda mal conhecido, infelizmente, do público em geral” – Fernando Py, poeta e crítico literário.
2 – Sobre o livro “Vozes trazidas pelos ventos” (Poiésis, 2005):
- “Regente de uma orquestra em que os instrumentos são formados por assuntos como a vida, a natureza, a relação do ser humano com o mundo concreto e o abstrato, a evocação do tempo passado, o amor e o espírito do prazer simbolizado no vinho, entre outros subtemas sugeridos, Gerson Valle reúne, em Vozes trazidas pelos ventos, uma pulsante mostra de sua poesia voltada para o sentido da existência e o resgate dos melhores momentos que justificam a passagem do homem sobre a Terra” – Reynaldo Valinho Alvarez, poeta, autor de Galope do tempo, A faca pelo fio, Lavradio e outros livros de poesia, ficção, ensaio e literatura infanto-juvenil, em “Poiésis – Literatura, Pensamento & Arte”.
- “Por isso, temo o sucesso de seu livro. Não o êxito. Ele permanecerá como aquele vento que ninguém sabe de onde nasce e nem para onde vai, porque é o puro espírito da Poesia. E, para percebê-lo, há de se ter humildade e sensibilidade no coração. Você é nova grande área verde em nossa grande rua de asfalto” – Luís Augusto Cassas, poeta maranhense, em carta ao autor.
- “Domina com segurança o verso rimado e o livre, não se furtando, vez ou outra, a algum arrojado experimento e até ao poema em prosa. É o poeta vivendo em seu meio, ligado ao seu entorno, atento a tudo, integrado com o mundo e a natureza através da poesia.Versos feitos com sentimento e técnica, tornando este pequeno livro uma obra de arte” – Enéas Athanázio, escritor catarinense, em “Poiésis – Literatura, Pensamento & Arte”, de dezembro de 2006.
- “Cada vez que leio ‘Enquanto houver Ouro Preto’, de Gerson Valle, me emociono e choro, tal a forma real, para mim, que o poema expressa aquela amada cidade, de que sou cidadão honorário desde novembro de 2005” – Ernani Aguiar, maestro e compositor.
3 – No Prefácio do livro “Dentro da mata densa” (2008) – “É esse um traço comum a toda a sua obra poemática, de modo que, do primeiro ao presente volume, e apesar da visível depuração e ascensão qualitativa, se consegue estremar uma identidade. Em suma, é poesia que tem uma cara e um caráter” – Anderson Braga Horta, poeta, tradutor e ensaísta.
B – DOS LIVROS DE PROSA1 – Sobre o livro “Os souvenirs da prostituta – A novela de Ipanema” (Catedral das Letras, 2006):
- No Prefácio do livro: “...sempre tive tudo a ver com a Ipanema tão deliciosamente descrita por Gerson Valle. Poucos escreveriam melhor do que ele sobre esta Ipanema perdida no tempo, porém eterna” – Olga Savary, poeta com inúmeras publicações no Brasil e no exterior.
- “A ficção de Gerson Valle, que contém romance, novelas, contos, começa a aparecer em livro com uma “Novela de Ipanema”, onde usa do bairro de sua juventude para refletir admiravelmente sobre o tempo em que vivemos. Este, o sentido maior de sua obra, e que, por amor à Literatura se apresenta com a face do pós-modernismo que abarca todas as possibilidades de formação e informação que nos chegam – é conto, é romance, é crônica, é Poesia, é análise psicológica, sociológica, histórica... É o despontar de uma nova Literatura maior que pede os novos tempos. Com reflexão e ludicamente.” - Camilo Mota, poeta, membro honorífico da International Writers and Artists Association (IWA), em Poiésis – Literatura, Pensamento & Arte, maio de 2006.
- “Com um trama que vai se desenvolvendo ao ritmo e harmonia de uma prosa elegante e diáfana, que se desencadeia com a mesma malemolência das ondas do mar e a carga psicológica e metafórica da realidade que traduz, o autor constrói um panorama sincero de uma época que representa um divisor de águas na história de Ipanema, do Rio, do Brasil, que tem na bossa-nova o seu cadinho” – Ronaldo Cagiano, escritor mineiro de Cataguases, que vive em Brasília desde 1979, em “Hoje em dia”, de 10 a 16/12/2006, Brasília, DF.
- “O grande personagem do livro, no entanto, é o próprio bairro. Ipanema que se cristalizou para sempre na memória do novelista e que ele soube reconstituir como crônica permeada de saudade, humor e senso crítico e exibe ao leitor com o mesmo prazer de quem expõe um retrato emoldurado.” – Enéas Athanázio, escritor catarinense, editor de “O jornal do Enéas” do Balneário Camboriú (12/08/2006).
- “Escritor experiente, Gerson Valle sabe como prender o leitor e cativá-lo. A leitura de seu texto torna-se agradável e estimulante, na medida em que avança para os estereótipos de uma sociedade decadente e ultrapassada.” - João Carlos Taveira, poeta e crítico, em “O Correio Brasiliense”, de 14/07/2006.
- “Autor premiadíssimo e radicado em Petrópolis, Gerson Valle imprime à sua obra um toque de romance histórico em doses equilibradas e com seu estilo único, ricamente forjado na poesia e no ensaio.” – Marcelo J. Fernandes, professor universitário, em “Petrópolis em cena”, maio de 2006.
- “... Não digo mais para não estragar a curiosidade de quem ainda não leu o livro. Mas não há dúvida de que a novela de Gerson Valle está muito bem escrita, num estilo fluente e de leitura agradável, prendendo a atenção até o final. Ponto para o autor, que vem se firmando como um de nossos melhores ficcionistas.” – Fernando Py, poeta e ensaísta no caderno “Tribuna Lazer” da “Tribuna de Petrópolis”, de 30/11/2007.
2 – Sobre o livro “Jorge Antunes – uma trajetória de arte e política” (Sistrum, Brasília, 2003):
- “Ao se propor a escrever uma espécie de biografia do compositor Jorge Antunes, Gerson Valle indiretamente estava disposto a produzir um verdadeiro ensaio sobre música....... E talvez seja a pessoa mais indicada para uma obra que transcende o mero trabalho bibliográfico, pois além de amigo de Jorge Antunes há mais de trinta anos, possui Valle sólido conhecimentos de música e teoria musical, tendo sido inclusive libretista de óperas....... Isto nos dá a medida do valor de Gerson Valle como poeta e músico, e também lhe confere uma autoridade musical irrecusável. // Essa autoridade vem logo expressa no capítulo inicial do volume, onde Valle expõe e analisa a correspondência entre arte e política” – Fernando Py, poeta e crítico literário na resenha “A música através de Jorge Antunes”, jornal Poiésis, Literatura, Pensamento &Arte, abril de 2003.
- “Além da vivência política em comum, Gerson Valle é um homem das artes: poeta e assessor jurídico da Funarte, é autor de dois libretos de óperas brasileiras (Olga, de Jorge Antunes, e A noite de Iemanjá, de Odemar Brígido), além de parceiro de outros compositores brasileiros, em textos de canções, coros e cantatas. Portanto, um intelectual “não músico”, mas perfeitamente inserido na música. Ele aproveitou sua experiência artística e política e seu convívio com os principais músicos do Rio de Janeiro para escrever uma verdadeira história do Brasil dos últimos 50 anos, tendo por eixo a interface entre a música e a militância política de Antunes. Trata-se de um livro interdisciplinar, superpondo música, história, crítica, cultura e política. O resultado não poderia ser melhor.” Ricardo Tacuchian, professor e compositor, in “Brasiliana – Revista quadrimestral da Academia Brasileira de Música”, nº 16, janeiro de 2004.
3 – Sobre o livro “Pela internet – Novelas de uma nova era” (EntreLivros, Brasília, 2006):
- “O autor é dos raros intelectuais que faz da sua vasta erudição matéria útil aos aprendizes como nós, caro leitor, e seu mais recente trabalho é uma amostra de como observar, apreender a realidade, o bem e o mal, e sobretudo transformá-la em arte e material de enriquecimento a leitores privilegiados entre os quais me incluo.” Luiz Horácio, crítico e romancista, jornal Posto Seis, primeira quinzena de março de 2007
- “O volume se compõe de quatro novelas. No texto inicial, “Pela Internet”, um sujeito viciado em navegações pelo computador adquire horror ao contato físico, e tem casos de amor virtuais. Em “Museu Mineiro”, num bom texto que se move em dois planos, um indivíduo narra suas lembranças de amor, ao mesmo tempo que, como arquivista, busca reduzir seus sentimentos a fichas de arquivo. “Montanhas e limites de nossas vaidades” leva mais a fundo os planos narrativos: o texto se compõe de três contos farsescos deixados por um frade ao morrer, os quais representam uma sátira à sociedade. Finalmente, “Senhorita Strindberg”, falando de uma cantora popular que morre numa praia no final dos anos 60, mostra, simbolicamente, como o Brasil, de certo modo, também morreu naquela época para se transformar neste país bem diverso que temos nos começos do século XXI. Convém atentar, com cuidado, para as mensagens subliminares que as novelas expõem.” Fernando Py, no jornal Tribuna de Petrópolis, 14/01/2007.
- “Pela Internet – novelas de uma nova era, de Gerson Valle, livro que atesta a grandeza da maturidade literária deste brilhante escritor contemporâneo. Impõe-se, a nosso ver – não pelo pouco que expusemos - que a obra-prima Pela Internet seja incluída nas antologias que reúnam as 50 melhores prosas curtas dos últimos cinqüenta anos e convidamos o leitor a degustá-la com o mesmo apuro formal e requinte de sua tessitura.” Marcelo Fernandes, professor e poeta, jornal “Poiésis – Literatura, Pensamento e Arte, fevereiro de 2007.
- “Gerson Valle, sem nenhum favor, é hoje um dos autores mais estimados e admirados por um círculo crescente de leitores – o que já é uma vitória. Mas ainda é pouco. Um escritor dessa lavra deveria estar sendo lido, há mais tempo, por leitores de norte a sul e de leste a oeste, neste imenso país de maravilhas e contradições.” João Carlos Taveira, poeta, no Prefácio do livro.
4 – Sobre o livro “Vozes novas para velhos ventos (Obras primas da literatura universal)”, 1º lugar do concurso da Associação Nacional de Escritores – ANE (2006), Thesaurus Editora, Brasília, 2007:
- “Na condição de integrante da comissão julgadora ........ quando ainda lia as primeiras histórias ...... Impressionaram-me a criatividade do autor, a beleza do texto, o profundo conhecimento dos mestres, o primor estilístico e outros elementos qualitativos. E levaram-me a prejulgar: não creio que haverá outro à altura de competir com este. ............ E os demais membros da comissão julgadora acabariam por chegar à mesma conclusão, havendo, portanto, unanimidade.” Joanyr de Oliveira, poeta, no prefácio do livro.
- “...E assim se encerra o livro de Gerson Valle, que por sua originalidade e desenvolvimento, é um dos melhores lançamentos deste ano.” Fernando Py, em resenha publicada no jornal “Poiésis – Literatura, Pensamento & Arte”, de agosto de 2007.
ENTREVISTA
SELMO VASCONCELLOS - Quais as suas outras atividades, além de escrever ?GERSON VALLE – Escrevo desde a infância. Assim, quando entrei para a faculdade (Direito) foi só para ter alguma coisa que me sustentar, pois me vi sempre como escritor, sem nunca, no entanto, pensar em receber remuneração por isto. Ao ler Fernando Pessoa na adolescência, me identifiquei muito com sua mensagem (e não cito aqui só o título do livro) na forma de passá-la sem se preocupar na sua transmissão enquanto vivo. Importante é se preocupar em deixar alguma colaboração ao mundo, naquilo que sempre senti como uma habilidade própria (a escrita), e não viver disto. A citação famosa feita pelo mesmo Pessoa de uma antigo adágio, “Navegar é preciso. Viver não é preciso” acredito que ilustra bem tal sentimento.
SELMO VASCONCELLOS - Como surgiu seu interesse literário ?GERSON VALLE – Na infância os livros me aguçavam a curiosidade, e um irmão jornalista e minha irmã pianista me presentearam com todo Monteiro Lobato e sempre mais outros autores para a infância. Comecei a escrever porque as histórias me começaram a vir à cabeça, e resolvi imitar o Lobato, passando-as para o papel. Isto com relação à prosa. Conheci a poesia meio atabalhoadamente, quando cursava a escola primária, e, como sempre me liguei à música (nesta época, inclusive, estudava piano), os sons das palavras foram formando melodias na minha cabeça. Ao passá-las para o papel descobri que escrevia poesia.
SELMO VASCONCELLOS - Quantos e quais os seus livros publicados dentro e fora do País ?GERSON VALLE – :
POESIA: "Confetes de Muitos Carnavais", edição independente, Rio, RJ, 1982; "Passagem dos Anos", Edições Pirata, Recife, Pe, 1984; “Aparições”, editora Poiésis, Petrópolis, RJ, 2001; “Vozes trazidas pelos ventos”, Poiésis, 2005;
FICÇÃO: “Os souvenirs da prostituta – A novela de Ipanema”, Catedral das Letras, Petrópolis, 2006; “Pela internet – Quatro novelas de uma nova era”, EntreLivros Editora, Brasília, 2006; “Vozes novas para velhos ventos (Obras-primas da literatura universal)”, contos, Thesaurus Editora Ltda, Brasília, 2007; “Contos de Natal”, da coleção “Livro da rua” (Série Escritores Brasileiros Contemporâneos) da Thesaurus Editora Ltda, Brasília, 2007.
(Em “link”): “A igreja invadida”, Freitas Bastos Editora, 2010, http://freitasbastos.lojatemporaria.com/a-igreja-invadida.html
TRADUÇÃO: “Lendas” de Gustavo Adolfo Bécquer, (contos e alguma poesia, com estudo introdutório de sua autoria) editora Poiésis, Petrópolis, RJ, 1997
DIREITO: "Você Conhece Direito Internacional Público?" - Editora Rio, Rio, RJ: 1ª edição - agosto de 1974; 2ª edição - fevereiro de 1978; "Vocabulário Trabalhista" - Editora Rio, Rio, RJ, janeiro de 1976; "Noções de Direito" (em parceria com Roberto Parreira) - Edições Trabalhistas, Rio, RJ, 1ª edição – 1981; 2ª edição – 1984; 3ª edição – 1992
BIOGRAFIA: “Jorge Antunes, uma Trajetória de Arte e Política”, editora Sistrum Ltda, Brasília, DF, janeiro de 2003.
OBRAS COLETIVAS: (No Brasil e no exterior:) O poema premiado em 2º lugar como poeta estrangeiro no concurso Natale-2003 “Alla Ricerca del Natale Perduto” (tradução de Angelo Manitta), no livro da promotora do concurso “Oltre la siepe”, Accademia Internazionale Il Convívio, Castiglione di Sicília (CT), Itália, 2004; “Acalanto para o menino Jesus” (poema meu com música de Ernani Aguiar e com tradução para o inglês – “Carol for baby Jesus” – por Jeremy Jackman), no álbum “World carols for choirs”, Music Department, Oxford University Press, England, 2005; “Acalentando Jesus” (poema meu com música de Ernani Aguiar e com tradução para o inglês – “Sleep, little Saviour” – por Jeremy Jackman), no álbum “Wolrd Carols for Choirs ”, Music Department, Oxford University, England, 2006; “Sombra de amor” (poema), no livro de “Concursos Literários 2003”, 14ºConcurso Nacional de Poesia Helena Kolody, editado pela Secretaria de Estado de Cultura do Governo do Estado do Paraná, Curitiba, Paraná; “Missas do galo” (conto), na Coletânea Osman Lins de Contos, volume I, Prefeitura do Recife/ Secretaria de Cultura/ Fundação de Cultura Cidade do Recife, 2005; “A Fala das melodias” (poema), em “Os dias do amor – um poema para cada dia do ano”, recolha, seleção e organização de Inês Ramos, prefácio de Manuel Bento Fialho, 436 páginas, editora Ministério dos Livros, Portugal, 2008; “Som das estrelas” (poema), na revista anual “Argila”, da Academia Brasileira de Poesia – Casa Raul de Leoni”, nº 12, dezembro de 2007; “Jardim Botânico” (poema, na revista anual “Argila”, da Academia Brasileira de Poesia – Casa Raul de Leoni, nº 13, dezembro de 2008; Os poemas “Capuchon” e “Musées du monde”, na revista de poesia JALONS, nº 65, 4ème trimestre 1999, Nantes, França; O poema “Capuche (on)”, na revista JALONS, nº 75, 3ème trimestre, 2003; Os poemas “Spiegelbild” (“Reflexo”), “Aufbewahrtes” (“Guardados”), “Metaphysischer Schmerz” (“Dor Metafísica”), “Ludwig van Beethoven” e “Gustav”, com traduções para o alemão de Friedrich Frosch, na revista XICÖATL – LATEINAMERIKANISCHES KULTURMAGAZIN – ZIEHENDER STERN, Oktober/Dezember, 2003, 12. Jahrgang, Numeer 65, Salzburg, Áustria; O poema “Occhi” (Olhos), tradução de Angelo Manitta, na revista “Il Convívio” – Trimestrale di Poesia Arte e Cultura dell’Accademia Internazionale “Il Convívio”, Castiglione di Sicília (CT), Itália, nº 16, gennaio-marzo 2004; O poema Capuz, no original, e em tradução (Cappuccio) feita por Angelo Di Mauro, na revista “Il Convívio” – Trimestrale di Poesia Arte e Cultura dell’ Accademia Internazionale “Il Convívio”, Castiglione di Sicília (CT), Itália, aprile-giugno 2004.
SELMO VASCONCELLOS - Qual (is) o(s) impacto(s) que propicia(m) atmosfera(s) capaz(es) de produzir literatura ?GERSON VALLE – Acredito que, antes de mais nada o hábito da leitura, que, quanto mais cedo for adquirido mais facilmente desenvolve o amor pela Literatura. Depois, talvez, o convívio inteligente com pessoas que demonstrem o interesse pelo desenvolvimento do raciocínio e criatividade nas conversações.
SELMO VASCONCELLOS - Quais os escritores que você admira ?GERSON VALLE – Muitos. Cito os mais importantes na minha formação: Shakespeare, Cervantes, Balzac, Dostoievski, Tolstoi, Tchekov, Machado de Assis, Eça de Queiroz, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Camões, García Lorca, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Mário de Andrade, Jorge de Lima, Thomas Mann, Hermann Hesse, Verlaine, Guimarães Rosa, García Marques, Gonçalves Dias, Nelson Rodrigues, e, meu Deus!, não dá para continuar citando. Tem tanta gente!
SELMO VASCONCELLOS - Qual mensagem de incentivo você daria para os novos escritores ?GERSON VALLE – Leiam, leiam sempre mais do que escrevam. E procurem não escrever se não for por absoluta necessidade interna. Fazer Literatura é uma necessidade, e se faz por amor. Sim, é como “fazer amor”. Não adianta aumentar o número de páginas escritas no mundo desejando cumprir uma vaidade, ser conhecido para outros fins, lucrar um dinheirinho. Pode até resolver, para muitos, essas questões. Mas, o campo deles é outro, não Literatura. Acho também que fazer Literatura não se ensina. Resulta de uma necessidade interior, e os caminhos são encontrados individualmente. Porém nunca, de forma verdadeira, se não houver primeiramente o amor pela leitura. Leiam, leiam. Depois, se houver realmente alguma predisposição interna a que não se pode fugir, que pressiona a ponto de quase machucar, então comecem a escrever. E sem sentir orgulho bobo, achando-se privilegiado por ser escritor. Uns são arquitetos, outros pedreiros, alguns escritores ou médicos ou enfermeiros... Se cada um achar que deve ser rei por ter um papel social, a sociedade vai se tornar num caos de barrigas coroadas, e cada barrigudo num napoleão, daquele tipo que havia nos hospícios antigos. Só escrevam, portanto, se não for para ser internado. Senão, melhor é procurar um analista.
POESIAS
CORO GREGOQuando partiu
as vozes ainda tentaram atrapalhar seus sentimentos,
indefinidas, distantes,
mas fortes no todo da dúvida dos homens:
- Não parta que tudo que importa
já está decidido,
a porta da vida não tem outro lado,
o sentido de tudo permanece guardado.
Ainda por cima a madrugada indistinta
tolhia-lhe as árvores
e pássaros incógnitos piavam tristes.
Ao longe as badaladas chegavam
esmaecidas, perdidas de significado.
Já não se podia dizer que os sinos dobravam edificantes, claros.
Tornaram-se toscos ecos da madrugada
caidos perdidos no espaço do além.
- Não parta que o parto da vida
é aqui que se dá.
Para lá não há nada.
Somente a escuridão do dia ainda não nascido.
Somente o perigo de alguns bichos famintos.
Somente o precipício doido das encostas sem dono.
Era preciso fingir não ouvir o tom sensato
dos vizinhos solícitos ou invejosos,
dos párias acostumados aos usos repetidos,
dos pobres carentes de opiniões,
dos ricos acastelados nas próprias provisões.
Era preciso romper a grande ternura protetora
dos hábitos e paixões já conquistadas,
e se voltar para o desconhecido promissor
de novas vantagens incalculáveis
a romper com o sol que tudo invade
lá fora da casa, lá fora do cerco,
lá fora dos porões dos mantimentos previsíveis.
- Não parta que o mundo
encontrado e guardado nos vícios e outros riscos
está com raiva e agride
qualquer infidelidade!
Mas, aí era tarde.
As vozes do coro já estavam distantes,
do outro lado dos passos...
JARDIM BOTÂNICOAo passar o portal deste jardim,
Inverso ao verso sobre o inferno, em Dante,
Você também está passando adiante
De tudo que há no mundo de ruim.
A todo canto encontro um serafim
No motivo emotivo e aconchegante
Do celeste e seleto doce instante
Por vias onde o verde vai sem fim.
No ar as árvores quedas na oração,
Cumprindo as alamedas rituais
Revelam o jardim ter coração.
Os pássaros por cima desta paz
Cantam sobre o silêncio uma canção.
E nos recantos, beijam-se casais.
CAPUZÀs vezes,
passeando no tempo
de meus jardins anacrônicos,
avisto uma gata miando
no mel da voz e postura.
Seu passo algodoado
parece coberto por capa e capuz,
protegida da violência
de nossas cidades densas.
Seus olhos observam perigos externos,
mas quieta e meiga
se deixa
roçar entre flores fora do tempo,
para onde eu também me transponho,
sem que o resto do mundo apareça...
FALA DAS MELODIASChegávamos ao ponto
de falarmos por melodias,
enquanto nossos olhares
davam-se as mãos, percorrendo
um possível horizonte de encontros.
Que palavras haveriam de se formar
na dimensão pura de nosso olhar?
Escapa a emoção dos momentos,
forçando-nos a procurá-los
por cima dos armários,
pelas penas dos pássaros que passam,
ou condensá-los na forma de poesia,
que não devia estar aqui,
ser escrita ou pensada,
por ser poesia em si,
e mais nada.
Mas, não querendo esquecer a melodia,
escrevo e reescrevo a mesma poesia,
com medo que ela caia e se esvaia
como as folhas no outono,
e assim a retenho guardada
para os possíveis tempos mais duros
imprevisíveis do futuro.
CANTIGA ANTIGACaminha, caminha, sozinha entre as vinhas
a moça que eu quero e não sei se ela é minha.
Mas minha é a vinha formada de dia
com cachos de suco maduro dos sonhos
caídos da noite de orvalhos, serenos,
em gotas de gostos tão gratos à boca.
Caminha, caminha, vermelha alegria
do sonho mais pleno tirado das vinhas...
E ainda caminha, caminha, sozinha,
a moça que eu quero e não sei se ela é minha.
Mas sempre me vem como sempre me vinha
das vinhas o vinho fazer companhia.
A minha mocinha sozinha entre as vinhas
se torna velhinha e ainda sozinha;
a vida envelhece a mulher, de verdade,
e o vinho prossegue em barris sem saudade.
Enquanto caminha sozinha entre as vinhas
a imagem da moça das vias do mundo,
sem nunca saber se, de fato, ela é minha,
recebo dos vinhos o dom da alegria!