FOTO : ANTÔNIO GUERREIRO - 2010.ATRIZ
FOTO : 1993.CURSOS:
1979 - TEATRO TABLADO - Professores Louise Cardoso, Sura Berditchewiski,
Bernardo Jablownski, Maria Vohees
1980-TAKE ONE- Los Angeles -Califórnia- USA
1986-INTERPRETAÇÃO PARA TV: Wolf Maia
2002- CONSTRUÇÃO DE CENA- Luiz Fernando Lobo
2003- CURSO DE DUBLAGEM- Prof. Hamilton Ricardo
TEATRO:
FOTO : 2010.AVENTURAS DE TIZINHO- Vital Filho
BALÃO MÁGICO- Mauricio Sherman
PLUMAS E PALETÓS - Chico Anysio
RAPUNZEL- Cininha de Paula
MULHER POEMA DO SÉCULO: Claudio Filiciano
ANOS DOURADOS- Caio Nunes
A HISTÓRIA DA NEGA BRITA- Claudio Filiciano
VERBO DE RUA- Cláudio Filiciano
VERSOS EM MOVIMENTO - Monólogo escrito e dirigido por BRita BRazil
TV:
FOTO : 2010.VIVA O GORDO
APRESENTADORA DO FANTÁSTICO
CHICO ANYSIO SHOW
CHICO CITY
O HOSPITAL
TELE TEMA ESTRELA DO MAR
SEM CENSURA
ELES E ELAS
SITIO DO PICA-PAU AMARELO
OS TRAPALHÕES
ESCOLINHA DO PROFESSOR RAIMUNDO
APRESENTAÇÃO ROBERTO CARLOS FINAL DE ANO
FAUSTÃO
GUGU LIBERATO
CINEMA:
FOTO : 2010.O INCRIVEL MONSTRO TRAPALHÃO
GABRIELA CRAVO E CANELA
O PARAIBA
THE RHEINEMAN EXCHANGE (USA)
DUBLAGEM:
FOTO : 2010.Diversos filmes e desenhos em Los Angeles (US)
CANTORA
FOTO : 2010. Dezenas de shows realizados : Rio, Santa Mônica/US, Venice/US, Los Angeles/US, Long Beach/US, Califórnia/US, Hollywood/US, Búzios/RJ, Maceió/AL, São Paulo/SP, Itaipava/RJ, Lapa/ Rio e muitos outros pelo País.
COMPOSITORA
FOTO : 2010.A maioria das músicas que canto são feitas por mim, música e letra.
Compus a primeira musica em 1980, componho também em inglês e francês.
Tenho mais de 200, em 10 ritmos: Bossa - Blues - Baião - Xote - Samba - Rock - Pop - Bolero - Hiphop - Coco - Jazz.
MODELO
FOTO : 1973.Está no DNA. Só há poucos anos meu pai me contou que posou em 1928, quando ele tinha 1 ano, para Farinha Láctea NESTLÉ. Esta propaganda saiu num jornal famoso de Belém do Pará. Só que ele nunca tinha provado a tal farinha. A mamadeira dele era feita de açaí, cupuaçu e pupunha.
Comecei esta profissão em 1965, com 11 anos, em um desfile no Copacabana Palace. A parte fotográfica foi de 1968 até 1998. Na verdade por trás das câmeras, meu objetivo era ficar famosa para divulgar a cultura indígena, por isto coloquei todo meu gás. Sempre tive uma foto deles na minha carteira e olhava, quando acontecia algo que me dava vontade de desistir. Cheguei a pensar em ser médica para trabalhar nos postos da FUNAI, mas depois soube de quanto ela não protegia os índios, e preferi usar a mídia através da arte. Ainda tenho muitos planos...
Preparei um livro contando minha trajetória de modelo. Fui a primeira top model do Brasil, pela quantidade de material que fiz e tenho guardado, desde o início dos anos 70, nas áreas de moda e publicidade. Procuro editora.
Fui homenageada pela escola de Samba Porto da Pedra, cujo tema em 2010 foi moda, A Escola me convidou para participar do seu desfile, sob a criação de Paulo Menezes. Fiquei muito honrada por este convite. Paulo e eu resolvemos homenagera Alexandre McQueen, o grande estilista ingles que faleceu 3 dias antes desta apresentação.
BAILARINA
FOTO : 2009.Comecei a dançar ballet clássico em 1963, quando eu tinha 9 anos numa escola pública do Rio em Copacabana, a Marechal Trompovsky. Minha querida professora parecia ter saído dos contos de fada. Era Dona Irina, não me recordo do sobrenome. Ela viera da Rússia para tentar viver no Brasil. Não sei como ela foi parar ali, mas as escolas públicas naquele tempo eram tão boas, que na minha tinha um palco com uma barra de ballet.
Foi pra mim um sonho indescritível. Ainda me lembro do cheiro da malha nova, da Petit Ballet, e da minha tristeza de quando após um ano, minha professora passou a trabalhar numa academia particular, e não pude acompanhá-la por falta de grana.
Então com o primeiro dinheiro do trabalho de modelo, aos 14 anos, comprei uma sapatilha de ponta e ficava em casa dançando. Eu amava música clássica. Como isto não agradava muito a ninguém, então bolei uma estratégia para dançar em paz: quando não havia ninguém em casa, eu colocava minhas bonecas na sala e dançava para elas. Assim me tornei “coreógrafa”.
Só pude voltar a estudar dança aos 26 anos, passando inexplicavelmente para o quinto ano pela aprovação da professora Barbara do Royal British Ballet, no Ballet Dalal. Aschar. Lá, tive a sorte de ter sido aluna do incomparável professor Denis Gray.
Eu tinha ido levar minha filha, Ramona, para fazer aula, mas ela não gostava muito. Eu acabei fazendo. Ela disse que estava impressionada como mantive o jeito, sem ter feito aula por 20 anos. Em 1986 ganhei um prêmio de coreografia, no Ballet Dalal Aschar com a coreografia DANÇA DAS BONECAS, que fiz com as minhas próprias bonecas que havia guardado. Categoria especial. Eu dancei com elas, e pra elas, no palco do Teatro Villa-Lobos, aos elogios do rígido professor do Teatro Municipal Denis Gray que me disse parecer com Isadora Duncan. Minhas bonecas e eu fomos premiadas!
Apenas mais tarde em 2003, soube a triste notícia, pela Dona Eugênia que era sua amiga, que dona Irina morreu no incêndio do Hotel Nacional.
Junto com as outras atividades (modelo, atriz e cantora) a dança fez parte da minha felicidade por 15 anos.
Em 1988 coreografei o filme de produção americana Boca de Ouro.
Trabalhei como professora de alongamento por alguns anos.
Fiz parte do Corpo de Baile do Scala-Rio (Direção Mauricio Sherman), o que era totalmente preconceituoso pela maioria dos bailarinos da época. Que pena, perderam a deliciosa, educada e bem humorada direção do coreógrafo Antônio Negreiros (formado na Escola de Dança do Teatro Municipal).
Além das danças comuns à sociedade, fui uma espécie de "bailarina de Deus" sendo sacerdotisa por 33 anos, coreografando e dançando nos belos eventos espirituais da Irmandade Espiritual Estrela D´Alva.Isto é inenarrável. Infelizmente tenho poucas fotos e imagens de toda esta época, ainda estou pesquisando-as.
Atualmente (2011) faço aulas de ballet porfissional e Hip Hop na Escola de Dança Arte e Movimento, São Conrado, Rj.
QUEM CANTA E DANÇA, É FELIZ!
FOTO : 2010.CURSOS:
1) MERCEDEZ BATISTA (Afro)
2) ROLLAND DUPRÉE (US- Jazz)
3) LAUREN MACKLIN (US- Contemporânea)
4) JANE FONDA- Alongamento (US)
5) GRUPO CORINGA (Graziela Figueroa- Contemporânea)
6) BALLET DALAL ASCHAR (clássico e flamenco)
7) CARLOTA PORTELLA (Jazz, sapateado)
8) RENATO VIEIRA (Jazz)
9) BETH OLIOSE (Clássico)
10) CARLOS MAGNO (Contemporânea).
11) ACADEMIA ARTE E MOVIMENTO (Hip Hop e Ballet )
POETA
FOTO : Com o poeta MANO MELLO - 2011.Acabo de lançar virtualmente o livro REVOLUÇÃO, que está a venda no site www.britabrazil.com. Aqui está o texto de apresentação feito por Chico Anysio:
“BRita BRazil faz poemas como se fazê-los fosse fácil, como quem tira da terra, cavando com as mãos cada um de seus versos. A natureza está nos seus olhos, nas suas mãos e, como é lógico, na sua vida. A diferença é que ela a utiliza como se fosse ela a única proprietária de tudo de lindo que nos cerca. Mas age com tanta naturalidade que nem dá na gente direito ou vontade de reclamar...”
Chico Anysio
FOTÓGRAFA
FOTO : 2010.De tanto observar os melhores fotógrafos me fotografando, acabei entrando em perfeita harmonia com a minha primeira câmera digital. Fotografo profissionalmente eventos culturais. Veja no site www.britabrazil.com
ECOLÓGICA
FOTO : 2010.O assunto natureza é atávico em mim. No meu sangue correm rios da Amazônia, de onde veio meu pai. Fui criada amando, reverenciando e respeitando a natureza. Ele dizia à nossa família: “fechem as torneiras, desliguem as luzes e todos os aparelhos elétricos da tomada todas as noites, antes de dormir. Um dia, vamos precisar de recursos naturais, e eles vão estar escassos”. Isto, desde os anos 50!
A maior paixão de minha vida é a cultura indígena. Acho que eles são muito mais evoluídos que nós, e para saber é só convivendo com eles, ou ler bastante sobre o assunto. Sabem tudo sobre Ecologia, naturalmente.
Iniciei o interesse por esta cultura em 1967, e sempre estive divulgando-a através da arte. Nos estúdios fotográficos e meios sociais fui ridicularizada por isto. Os índios não estavam na moda. Era o início de seus pedidos para que ajudássemos a proteger suas terras, que estavam sendo invadidas por garimpeiros ou começavam a ser queimadas pelos fazendeiros para por o gado, o que se faz até hoje.
Fui ativista ao longo de toda minha vida, aqui e nos Estados Unidos. No início da minha adolescência, fazia atividades só para a proteção dos índios, levando-os em escolas. Fomos convidados a se retirar da Universidade PUC do Rio, no início dos anos 70. Hoje é tudo diferente. Vejo consciência, mas não vejo melhora.
Logo depois abracei a defesa à natureza, pois eles precisam dela. Assim como nós e toda a vida na Terra. Na seqüência de conscientizar o Brasil para a questão indígena, subi as favelas do Rio e acabei me dedicando a dar uma meta de vida às crianças de classe pobres, educando-as, para conhecer, amar e proteger a natureza do Brasil. Foi toda minha vida.
SOCIAL
FOTO : 2010.O social também é atávico em mim. Mesmo sendo de classe média, meus pais sempre foram muito generosos com os menos privilegiados. E cresci vendo isto. Digo sempre: a gente é o que lê, e vê.
Aos 9 anos criei meu primeiro "projeto social":ensinando a ler e escrever empregadas domésticas, e juntando crianças no corredor do prédio para dar aulas de ciência, Achava tão lindo eles descobrirem outro universo. Morei em vários países, e não me acostumo com crianças nas ruas do Brasil. Não consigo aceitar, me acostumar. Sofro demais com isso. Acho uma loucura isto ser normal.
Em 1989 eu tinha um "projeto" itinerante. Eu era militante do PV, então reunia crianças de rua no Castelo, ia andando até Santa Teresa com elas. Levava-as pra tomar banho no Partido (ninguém sabe disto, estão sabendo agora) e ficavam lindos, com as roupas que pedia a amigos que tinham crianças. Então os aprontava e levava para ver circos e teatros.
Trabalhei, sempre como voluntária, em diversas instituições infantis. No Lar de Frei Luis estive por um ano dando assistência a 40 meninas e adolescentes.
Mas nunca estive feliz com o que via. Sempre tive um sonho de fazer um projeto social que desse uma direção e determinação para crianças tornarem-se guardiões ecológicos, aprendendo a amar e proteger a natureza e os índios deste país. Assim como foi minha meta de vida. Queria dividir com as crianças a felicidade de ter este objetivo que foi minha estrutura.
Em 2003 produzindo um documentário sobre choro, para uma equipe americana, fui parar na favela de Pequerí, em Brás de Pina, ao lado da Penha. Lá, enquanto filmávamos, um garotinho chamado Márcio achou engraçado falarmos inglês. Sentei na calçada e comecei ensiná-lo algumas palavras. Algumas crianças chegaram, e ali mesmo decidi começar dar aulas de inglês. Como não tínhamos espaço, usávamos um terraço. Como não tínhamos cadeiras, e as crianças não paravam quietas, fui criando a aula de INGLÊS EM MOVIMENTO, onde aprendiam brincando. Começava por aulas de meditação na abertura, e tentava através dessas aulas, conversar sobre valores que aprendi em casa e pela vida, e ampliar as possibilidades de novas idéias de amor e respeito entre nós e para todos seus amigos, lá fora. Conceitos de ética, de valorização de todas as raças, uma boa dose de auto-estima e proteção à natureza. Também conversava sobre preconceito, soluções para se libertarem das programações impostas pelo sistema, e de ousarem sonhos e ações. Nunca era em tom sério, resolvia mais no lúdico.
Aos poucos fui percebendo que elas tinham várias necessidades. Aliás, a maioria delas nunca tinha sequer saído daquele morro. Isto acontece com as 900 comunidades do Rio, é um absurdo! Então as levamos em diversos peças teatrais, cinema, Parque Laje e Ary barroso, Corcovado, INTRÉPIDA TRUPE, praias, gravaram 3 programas da Xuxa, Cidade das Crianças, festas juninas, conheceram o Vôo livre, Forte Copacabana, etc. e tal. Isto durou 6 anos.
Também não tinham contato com livros, a não ser os da escola. Pedi aos meus amigos livros, brinquedos e com a Eusimar, uma moça local que já reunia as crianças para fazer festas nas ruas, formamos nosso primeiro pequeno Centro Cultural, O Centro ficava aberto durante toda semana e lá reuníamos nos fins de semana para conversar sobre nossas vidas, o país, o futuro do planeta, como vivem os índios, ciência, cultura africana, escolas, idéias, festejávamos datas comemorativas, enfim um grêmio recreativo. Meses depois, afogada em lágrimas e indignação, vi este Centro ser desmanchado por "forças ocultas".
Fizemos um concurso de poesia cujo prêmio foi um vôo livre. Coisa boa de ver tanta alegria! Conheci tantos talentos artísticos, poéticos e humanos nessas crianças. Por que o Brasil não valoriza estes seres?
Depois montamos uma ONG, para tentarmos arrecadar ajuda de empresas, para que eu pudesse parar de pedir a amigos.
Aí começaram os problemas, pois fiquei praticamente sozinha envolvida na burocracia e responsabilidade legal por tudo que acontecia. O peso foi maior do que eu podia carregar. Como é difícil conseguir ajuda para crianças carentes, no Brasil! Você tem todo o incentivo para não dar certo. Nunca tivemos apoio. Paralelamente meus pais adoeceram juntos. Mas mesmo no meio desta turbulência sonhei alto. E, mais uma vez, pedindo via internet ajuda a meus conhecidos, consegui manter o compromisso de 400 reais por mês, aluguei uma casa, pintamos, e montamos de nosso grande e lindo Centro Cultural. Como quem tem boca vai a Roma, ele ficou todo equipado com 300 vídeos DVDs, 1300 livros, brinquedos, bazar, sala de aula, secretaria, toda estrutura montada para 60 crianças que chegou a comportar 200. O Professor Monteiro da FAETEC nos forneceu computadores, e graças a voluntários, tínhamos aulas de informática, capoeira, kicking box, inglês, dança, artesanato, e apoio escolar. Eu dava aula de Ecologia.
Uma coisa me indignava: 90% dos pais não vinham às reuniões e não participavam deste novo espaço para seus filhos. Desde o inicio minha intenção era dar asas para eles decolarem, sem precisar de co-piloto. Queira muito que este pontapé passasse para suas mãos, para os jovens, para suas famílias e que eles desenvolvessem suas tarefas culturais. Tava tudo lá prontinho. Não queria que dependessem de mim. Mas com a prática vi que não havendo grana, não houve interesse.
Nosso Centro já funcionava há quase um ano. Eu estava em plena crise depressiva pela perda de meus pais que partiram praticamente juntos. Precisava de me reestruturar. Não tinha muito mais a dar, no meu coração. Aquela força mágica que tive desde o início, subindo no morro, com tiroteio diário, tráfico, já não tinha mais. Quando se tem força não há limites. Não estava mais agüentando, foram 6 anos.
Fiz outra reunião, e mais outra (sempre vazia) propondo para que me substituíssem. Esperei por 4 meses alguma resposta da parte da comunidade, pois já não tinha forças para assumir a direção sozinha. Nenhum retorno. Fiquei triste com esta experiência. Ninguém quis assumir a responsabilidade de um bem para seus filhos. Entreguei a casa.
Ainda assim, atualmente, aceitamos convites para passeios culturais. Aos que quiserem convidar nossas crianças para algum evento, é só avisar-nos por email.
Veja este vídeo. É a historia do DANILO um menino q nunca havia tocado teclado antes de vir na minha casa, e tocou assim. É realmente impressionante! Está em inglês, porque eu tentei pedir ajuda pra ele no Brasil e no exterior. Nada feito, mas ele chega lá. Hoje, Danilo é formado em música na Escola de Música Villa-Lobos.
ENTREVISTA
SELMO VASCONCELLOS - Quais as suas outras atividades, além de escrever ?
BRita BRazil - Dançar, cantar, atuar, tocar violão, fazer música e fotografar. Também produzo documentários.
SELMO VASCONCELLOS - Como surgiu seu interesse literário ?
BRita BRazil - Na escola, desde o primeiro grau (ginásio) . Sempre gostei de ler e escrever.
SELMO VASCONCELLOS - Quantos e quais os seus livros publicados dentro e fora do País ?
BRita BRazil - Já tenho um livro publicado virtualmente: REVOLUÇÃO.Sempre achei que poesia é para dar, não para vender. É isto que gostaria de fazer, mas acho difícil que me considerem poeta sem ter um livro publicado. Então resolvi realiza-lo. Mas ainda estou a procura de uma editora que queira publicar um livro em papel reciclado, se possível. Assim posso entrar no mercado poético sem derrubar árvores. Recentemente escrevi o monólogo poético Versos em Movimento, que estreei com sucesso no Rio Grande do Sul, no SESC durante o Congresso Brasileiro de Poesia. Gostaria de levá-lo pelo Brasil. è uma mistura de poesias e movimentos de dança, as pessoas saem leve do espetaculo. É romântico. Contato para apresentação: sosamazonia@gmail.com
SELMO VASCONCELLOS - Qual (is) o(s) impacto(s) que propicia(m) atmosfera(s) capaz(es) de produzir literatura ?
BRita BRazil - Todos, a própria vida.
SELMO VASCONCELLOS - Quais os escritores que você admira ?
BRita BRazil - Os poetas: Drummond e Thiago de Mello. Selmo Vasconcellos.
SELMO VASCONCELLOS - Qual mensagem de incentivo você daria para os novos poetas ?
BRita BRazil - Escrevam sem pensar.
POEMAS
FOTO : 2010.MUITO PRAZER
Não sou isto, nem aquilo, nem assim, nem assado.
Não sou Márcia, não sou BRita, não sou moda, nem mulher.
Não me rotule, não me aprisione,
você vai se cansar, pra me entender.
Sou uma atriz q dança
uma bailarina q canta
uma cantora que atua.
Na verdade, só uma poeta q vive.
DISPAREI
Será o Homem contrario à Natureza?
Ele não se adequa, não se adapta, não se integra, não se entrega.
Será que somos realmente da Terra, ou viemos do espaço para destruí-la?
Claro, aí está o elo perdido: então somos nossos próprios alienígenas.
Se para pisar neste solo temos que asfaltá-lo, afastá-lo,
por cimento no chão, tampar sua respiração, calar sua pulsação.
E isto é chamam de progresso, e até de evolução!
Por que ainda hidroelétricas, se já temos a solar?
Por que cortar as árvores, para nos colocar?
Somos menos pássaros, menos cheiros, menos verde.
Somos aço, somos ferro, somos prédios juntos, grudados
somos conjugados, isolados, corredores, elevadores
somos postes, somos fios de alta tensão
somos muros, arames farpados
somos carros, somos caros
coisas fúteis, inúteis
somos lixos,
desperdícios.
Somos a conseqüência de um raciocínio ilógico.
Somos a propaganda enganosa, omissão às crianças,
vendendo à elas o dano à Terra, em seus objetos de diversão.
A Economia gasta fortunas em sonhos fantásticos, vendendo ilusão.
Cadê o projeto pro mundo?
Ele é privado, comprado, corrompido, isolado, exaurido.
Os Governos trabalham para poucos.
Somos empresas, somos números de identificação
Protocolados. Sem registro, não se é cidadão. Prisão.
Somos coisas, somos datas, somos o Homem, que ainda está por vir.
Mas pra ele existir, vai depender de uma milagrosa transformação.
E de muita ação.
VOU MORRER
Vou morrer de tristeza
de agonia,
queimada, indígena,
vou morrer no ninho
da minha floresta amazônica.
Vou morrer no morro
pobre, preta e esquecida
vou morrer no asfalto
de bala perdida
vou morrer na fila
vou morrer explodida
pelo meu celular.
Vou morrer na porta da farmácia
da Igreja
vou morrer na pedreira
tirando ouro, a vida inteira.
Vou morrer de vontade
de desgosto
de saudade
vou morrer isolada
muda, calada,
vou morrer sufocada
afogada pelas lágrimas sentidas,
vou morrer de amor.
Sou louca.
"-Mas que é isso, menina?
os loucos não falam que são!
Então sou santa
virgem imaculada.
Que nada, não sou nada
pois nem consigo doar minha paz.
Ah! sou simples, sou normal,
sinto a vida dos outros, nos outros
sou médium, aparelho,
sou espelho, que legal!
Vou morrer de morte natural
num hospital público
de vergonha,
de coração,
de compaixão.
Vou morrer em alguma cama
ufa! sou humana,
que assim seja.
Amém!
SER MÃE
Ser mãe é deixar a Natureza explodir dentro de você,
pra sair um ser.
E cuidá-lo pro mundo,
sem julgamento.
E estar por perto
a qualquer momento.
ABAIXO
A HIPOCRISIA
A PEDOFILIA
A MALDADE FRIA
O DESRESPEITO AOS DEUSES QUE CHEGARAM ANTES
AO MASSACRE À CRENÇA AMAZÔNICA
AO EXTERMÌNIO DA MITOLOGIA AFRICANA
ABOMINO A COLONIZAÇÃO
O TESOURO ROUBADO
O POVO CALADO
NÃO PRECISAMOS DE DOGMAS PARA EXISTIR.
SOMOS O QUE SE FAZEMOS,
NÃO O QUE DIZEMOS
COMO É FACIL CONQUISTAR UM POVO CARENTE.
ONDE A POLITICA ESTÁ AUSENTE
TRAIDOS PRA SEMPRE...
O AMOR
O amor não se inventa.
Ele é irrevogável,
incoerente, impermeável,
indissolúvel, inerente,
independente, intransportável,
intransferível, compactado
resumido, definido
absoluto, resolvido.
Indescritível.
Insolente, inconsolável.
Irresponsável, irreverente.
Incontrolável.
O amor é independente.
Intocável.
É só amor.
BRita BRazil







