Entrevista : Momento Lítero Cultural nº 082, 4 de março de 1993.
CURRICULUM VITAE – Literário
Maria Helena Izidório de Oliveira - Nome Artístico: Heleninha de Oliveira
Filiação: Manoel de Matos e Noêmia de Oliveira Matos.
Natural de: Dourados/MS
Data de nascimento: 24/12/1951
Estado civil: casada
E-mail: heleninhadeoliveira@hotmail.com (MSN)
heleninhadeoliveira@yahoo.com.br
OBRAS PUBLICADAS
*Poemas e Poesias “MEMÓRIAS” - editado em 28-04-1990;
*Desespero Mudo - editado em 10-08-1991;
*Asas no Tempo (publicado em 07-05-1998);
*Algumas Reflexões - editado em 02-09-2001;
*USINA VELHA: Raios na Chaminé / Resgate Histórico (Publicado em 10-06-2010);
*Bandeira; Logomarca e Selo da ADL, elaborado pela Heleninha e apresentados ao público em noite memorável, ano de 2000;
*Jornal Letras Douradenses/Diretor fundador e editora: Maria Helena I. de Oliveira, nome artístico: Heleninha de Oliveira “Heleninha”. Órgão Oficial da Academia Douradense de Letras, ano de 1995;
*Idealizou o Logotipo do SINTRAE-SUL / Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul do MS. “Rede Particular”, ano de 1996.
TRABALHOS PUBLICADOS EM JORNAIS
Jornal Alto Madeira/RO;
Folha de Dourados/MS;
O Progresso/MS;
Gazeta Popular/MS;
O Jornal/MS;
Diário do Povo/MS;
Folha do Povo/MS;
Jornal Correio do Sul/MG
O Radar/PR
Diário MS.
PARTICIPAÇÃO NAS SEGUINTES COLETÂNEAS
*Valores literários do Brasil/Volume X - Ano de 1989 - Brasília-DF;
*V Antologia de Poetas e escritores do Brasil/Volume XIII-1990;
*Mil Poetas Brasileiros - Editora Carré - Porto Alegre-RS - Organizador Toni Carré/Fascículo 23, ano de 1990;
*Cepa Cultural - Ano IV n º 8, abril de 1990 / Revista;
*Castro Alves Vivo - Editoração Cepa/Círculo de Estudo Pensamento e Ação;
*Poetas da 1ª Semana de Arte e Cultura de Douradina/MS-1991;
*VI Antologia de Poetas e Escritores do Brasil/ volume XVII-1991;
*VIII Antologia de Poetas e Escritores do Brasil 1993 volume XXII;
*Operação Janeiro em 1994;
*Os Novos Escritores Douradenses, obra publicada pela ANE - de MS;
*Valores literários do Brasil/Volume XVII - Ano de 1993 - Brasília-DF;
*Poliantéia - 1993/1997 (AILA) Academia Irajaense de Letras/RJ;
*Enciclopédia da Literatura Brasileira Contemporânea Volume I RJ/RJ;
*Caminhos... UBE/MS – Antologia Literária Sul-mato-grossense;
*Antologia Arcádica - 2002 / Academia - Arcádia Brasílica de Artes e Ciências Estéticas - Rio de Janeiro/RJ;
*II Encontro de História de Mato Grosso do Sul / História na Fronteira;
* “E os Poetas Falaram... 2” Campo Grande-MS;
*Poetas Contemporâneos da OIC Volume III Organização Prof. Guilherme Jorge da Silva;
*Dez Anos de Conquistas e Vitórias - ADL / Academia Douradense de Letras.
ENTIDADES DAS QUAIS FAZ PARTE
União Brasileira de escritores Seção - MS/ Membro Efetivo;
União Brasileira de escritores Seção - MS Conselho Fiscal – mandato 2010/2011: Maria Helena Izidório de Oliveira/Heleninha de Oliveira (Suplente);
AMORC - Ordem Rosa Cruz/Dourados-MS; nº de afiliação: 246.475/6P;
Academia Douradense de Letras - Membros fundares da ADL/Jornal O PROGRESSO-Caderno B do dia 30 de março de 1993;
Federação Das Entidades Culturais Fronteristas / Uruguaiana/RS;
Clube de Poesia de Uruguaiana – RS;
Associação Uruguaianense de Escritores e Editores/RS;
Diploma - Academia de Estudos Literários e Lingüísticos Confere o Diploma de Membro Titular empossado a 19/06/95, na cadeira n º 0360, cidade de Anápolis/GO;
Membro Correspondente da Arcádia Brasílica de Artes e Ciências Estéticas/1998;
Membro da Academia Flor do Vale de Letras e Artes, cidade de Ipaussu/SP (Ipauçu), em 20 de Setembro 1994;
Sócio Clube Literário Brasília sob o nº 843/91, cidade de Brasília – DF.
HOMENAGENS ESPECIAIS
Diploma na categoria Menção Honrosa, no X Concurso Nacional/Revista Brasília, Brasília-DF, ano de 1989;
Diploma pela participação do Concurso de Poesias Castro Alves / Cepa-Cultural/Salvador-Bahia, ano de 1990;
Diploma Menção Honrosa no 2º Concurso Poesias ano de 1990/Instituto da Poesia Internacional/Porto Alegre-RS;
Diploma Honra ao Mérito no II Concurso de Poesias ano de 1990/Instituto da Poesia Internacional/Porto Alegre-RS, com o poema SERTANEJO;
Diploma = Clube Literário Brasília / Láurea “Cruz do Mérito Cultural”;
Diploma = Medalha Cultural Revista Brasília 1977- 1990;
Medalha Cultural da I Semana de Arte e Cultura de Douradina/MS;
Diploma Destaque Especial no XI Concurso Nacional de Poesias/1990;
Diploma Menção Honrosa, no XII Concurso Nacional de Poesias/1991-Brasília/DF;
Diploma Destaque, no XII Concurso Nacional de Poesia/Revista Brasília 1991;
Carta Homenagem, pela Crônica “A Pracinha,” outorgada pelo Prefeito Municipal: Antônio Braz Genelhu Melo em 31 de agosto de 1990;
Certificado - Editora Enciclopédia Literária. (VERBETE na Enciclopédia da Literatura Brasil Contemporânea - Volume I Ano de 1992;
Menção Honrosa, pelo Círculo de Estudo Pensamento e Ação/Espaço Cultural Editoração CEPA - Ano de 1993;
Diploma – Enciclopédia da Literatura Brasileira Contemporânea – Volume I: VERBETE, Maria Helena I. de Oliveira. Rio de Janeiro/1993;
Diploma (Hors Concours), ano de 1993 - XIV Concurso Nacional de Poesias promovido pela Revista Brasília;
Diploma pelo XV Concurso Nacional de Poesias (Destaque Especial), ano 1994 / Revista Brasília;
CERTIFICADO - AOS AMIGOS... O CORAÇÃO, pela participação do l6º Encontro de Corais em Dourados; realizado em: 05 de agosto de 1995;
Diploma Mérito Poesia JK - outorgado pela (OIC) Ordem Internacional das Ciências, das Artes, das Letras e da Cultura/Supremo Conselho Internacional, ano de 1995;
Diploma XIII Concurso Nacional de Poesias 1992/Medalha de Bronze;
Diploma Menção Honrosa pela participação no I Concurso: Grandes Nomes da Nova Literatura Brasileira em Maio de 2000, com o poema Beleza, no Estado de São Paulo (Jornais José Bonifácio em Notícias e Cidade Tiradentes em Notícias);
Sociedade de Cultura Latina do Brasil confere DIPLOMA à Maria Helena de Oliveira, por ter sido eleita como uma das melhores ATIVISTAS CULTURAIS do ano de 1998/1999 – Mogi das Cruzes/SP;
Certificado – X Festival de Poesia, Crônica e Conto/ Realização: Grupo Literário de Imperatriz, Grupo Teatral Oásis, Academia Imperatrizense de Letras e Departamento de Letras da UEMA/ano de 1995;
Academia Irajaense de Letras (AILA) confere CERTIFICADO à Maria Helena I. de Oliveira, pela participação no 1º Encontro de âmbito Nacional e Internacional de Crônica dos acadêmicos da AILA, ano de 1996;
Serviço Social do Comércio Departamento Regional – MS confere CERTIFICADO a Heleninha pela participação da I MOSTRA DE ARTES “MULHERES’, no ano de 1997, Dourados-MS;
Vôo Cultural concede a Heleninha “BREVET’ de “ARGONAUTA”, editor literário: Varlô Ôlo de Oliveira. Estado Rio de Janeiro/RJ;
Arcádia Brasílica de Artes e Ciências Estéticas concede a Escritora: Maria Helena I. de Oliveira, membro correspondente - Medalha e Diploma comemorativos ao V CENTENÁRIO do descobrimento do BRASIL, ano de 2000;
Academia Irajaense de Letras RJ/RJ, concede Diploma de Honra ao Mérito pela colaboração frente à AILA, gestão 1993/1996, Presidente: Agostinho Rodrigues;
A ACADEMIA IRAJAENSE DE LETRAS E ARTES outorga Certificado Grande Benfeitor – categoria BRONZE, ano de 1996 a escritora Maria Helena I. de Oliveira;
Certificado – Prêmio Manoel Cerqueira Leite de Literatura, ano de 2000;
Certificado: Realização, Grupo Literário de Imperatriz, Academia Imperatrizense de Letras, e Fundação Cultural de Imperatriz, pela participação no XII Festival de Poesia, Crônica e Conto, nos dias 07 e 08 de dezembro de 2001;
Ministério da Saúde / Fundação Nacional de Saúde: DIPLOMA de Honra ao Mérito, pelos bons serviços prestados ao País no quadro de Pessoal da FUNASA, a Maria Helena Izidório de Oliveira em virtude de sua aposentadoria no cargo de AGENTE ADMINISTRATIVO/Brasília-DF 18 de outubro de 2004;
Diploma de Datilografia “Escola Progresso”, ano de 1974;
CERTIFICADO1º Festival do Livro, Literatura e Literatura Regional na Grande Dourados, nos dias 10, 11 e 12 de agosto de 2010, outorgado pela Câmara Municipal de Dourados-MS, pelo mérito como contadora de história ao público infanto-juvenil. Promoção da Câmara Municipal de Dourados.
MEMBRO CORRESPONDENTE DAS ACADEMIAS
Academia de Letras da Fronteira Sudoeste do RS;
Academia de Letras de Uruguaiana/RS;
Academia Internacional de Letras/RS;
Academia Internacional de Ciências Humanística – RS;
Academia Flor do Vale de Letras e Artes/SP;
Academia Irajaense de Letras e Artes/RJ;
Academia Internacional de Heráldica e Genealogia/RS;
Academia virtual: NOVA ACADEMIA HUMANÍSTICA, ARTÍSTICA e LITERÁRIA “LÍTERO CULTURAL”; MARIA HELENA IZIDÓRIO DE OLIVEIRA “HELENINHA” – Dourados, MS. 1ª participação: M.L.C. / L.C. nº 065, 5 de novembro de 1992. Entrevista M.L.C. / L.C. nº 082, 4 de março de 1993. Membro Fundador, cadeira 07.
TÍTULO / A Câmara Municipal de Dourados, homenageia a Maria Helena Izidório de Oliveira – “Heleninha de Oliveira” o título de Amiga Honorária da Câmara, ano de 1996;
MOÇÃO / A Academia Irajaense de Letras e Artes (AILA) homenageia a acadêmica correspondente: Maria Helena Izidório de Oliveira, ano de 1997;
MOÇÃO / A Câmara Municipal de Dourados outorga através do vereador Paulo Falcão, Moção de Congratulações pela obra Asas no Tempo. Ano de 1998;
MOÇÃO / A Câmara Municipal de Dourados encaminha a Moção apresentada pelos vereadores João Grandão e Laerte Tetila, ano de 1998 a Heleninha de Oliveira, pelo lançamento do livro Asas no Tempo;
MOÇÕES de congratulações outorgada pela Câmara Municipal de Dourados, homenageando a escritora Maria Helena Izidório de Oliveira, a “Heleninha de Oliveira”, pela obra “Usina Velha: Raios na Chaminé”, em 12 de julho de 2010;
PLACA de menção honrosa, em agradecimento à dedicação literária - "Dourados agradece sua dedicação literária". Câmara Municipal de Dourados-MS - Agosto de 2010;
PLACA de menção honrosa, em agradecimento à dedicação literária - "Dourados agradece sua dedicação literária". Câmara Municipal de Dourados-MS - Agosto de 2011;
MOÇÃO / Câmara Municipal do Rio de Janeiro/RJ – Moção de Congratulação a Maria Helena I. de Oliveira, membro correspondente da AILA; O reconhecimento de seus méritos à Literatura Brasileira. Plenário Teotônio Villela, 02 de junho de 1999.
OBRAS INÉDITAS
*Poemas de Esperança; (poesia)
*Delírios em Sonhos; (poesia)
*Infinito é o Limite; (poesia)
*Momentos; (poesia)
*Evidências Sutis; (poesia)
*Rasgos na Chaminé; (Resgate Histórico)
*Liberdade Poética; (poesia)
*A Sementinha; (Infantil)
*Crônicas;
*ARQUÉTIPOS DE UMA ÉPOCA...: Da Pedra à “Era” da Deidade.
MÚSICA
Participação no CD Beleza Sul-mato-grossense do músico e compositor DITO FREITAS
Participação no CD Avante Dourados do músico e compositor DITO FREITAS
Participação no CD Som Pantaneiro do músico e compositor DITO FREITAS.
PREFACIOS, POSFACIOS E APRECIAÇÕES
FRAGMENTOS DE SONHOS – Anailton de Souza Gama, ano de 1991;
MELA E MELÔ – Ruth Hellmann, ano de 1995;
ALOENDROS – Ditos Líricos e Filosóficos – Humberto Del Maestro, ano de 1999;
UMAS LINHAS RABISCADAS – João Rodrigues de Matos, ano de 2001;
NAQUELA CABINE – Darci Cunha e Nena Sarti, ano de 2003;
PEQUENOS POEMAS – Ruth Hellmann, ano de 2008;
A VIDA DE VENTANIA – Celso Marques, ano de 2010.
NOTA:
Luiz Paulo Bastos Serejo, Jornalista, Escritor / Swami Dheerendra, residente em Brasília/DF, escreveu a Obra – RECADOS EM TEMPO, inspirado, e, em resposta aos poemas do livro ASAS NO TEMPO da escritora Heleninha de Oliveira.
ENTREVISTA

SELMO VASCONCELLOS - Quais as suas outras atividades, além de escrever ?
HELENINHA DE OLIVEIRA - Na minha infância e adolescência eu brincava e trabalhava no campo, na lida com o rebanho leiteiro, juntamente com meu pai, também, vendia frutas e verduras, de casa em casa, no vilarejo onde residíamos. Mas, em seguida tornei-me costureira para satisfazer minha mãe, era o sonho dela, porém, por pouco tempo. Logo, prestei concurso público para o Ministério da Saúde, onde me aposentei. Sinto-me orgulhosa em ser mãe, avó e bisavó. No entanto, a existência nem sempre nos oferece apenas flores, em alguns momentos colhemos espinhos, ainda assim sou feliz. Sou apaixonada pela vida por mais árdua que ela seja. Creio que estamos aqui para aprendermos e evoluirmos; sinceramente, acredito que não estamos vivendo apenas por viver, com certeza, temos algo a cumprir, ou a escrever, marcar, nesta página chamada (caminhada ou passagem, enquanto, humana que estou). Noto, que a percepção tridimensional me mostra que desse modo sei, por fato, que vivemos acorrentados a uma realidade tridimensional e que a compreensão do universo e até de nós mesmos é limitada. "O que somos? De onde viemos e para onde vamos?" Entretanto, sinto enquanto indivíduo, que vivemos encerrados num mundo ilusório, e que estou ou (estamos) contidos, presos..., num mundo artificioso, fantasioso, e que por enquanto "sou" ou somos, e estamos em "tudo" e no "nada". E o amanhã que poderá ser apenas o hoje, como será? Minha única certeza é que nada sei!
Contudo, por opção, escolhi temporariamente viver em reclusão social. Ainda assim, em circunstâncias especiais discorro sobre a Usina Velha, na Academia Douradense de Letras, da qual sou membro fundador, ocupando a cadeira nove, e, a convite de Escolas e Universidades discorro sobre a Usina Senador Finto Muller/Usina Velha, na própria Ruína, pois foi o que restou da mesma. Recentemente publiquei meu último livro: USINA VELHA: Raios na Chaminé; dessa feita, resgatando parte da história do Estado, Município, Academia Douradense de Letras e a história da decantada Usina.
Sou 2ª tesoureira da ADL, Conselheira Fiscal da UBE MS, gestão 2010/2012, e tenho recebido alguma deferência, por conta, do livro e participação referente à cultura local.
Ressalto que, as letras é o que rege e nutre o meu viver, juntamente com a música, mas, a escrita foi uma constante em minha vida, e, ainda é. Campesina que sou digo que: escrever e amar..., é o meu credo e o meu viver. A Natureza, em si, já é Deus, pois, ninguém é de ninguém..., estamos ligados no todo, na essência, Vida Universal.
"O tempo e o espaço são modos pelos quais pensamos e não condições nas quais vivemos." Albert Einstein.
SELMO VASCONCELLOS - Como surgiu seu interesse literário ?
HELENINHA DE OLIVEIRA - Aos onze anos, com a leitura do livro RONDA DE ESTRELAS do autor PETRARCA MARANHÃO e também com o incentivo de uma das professoras do ensino fundamental e da diretora. Sempre gostei das Artes em geral, em especial as Belas Letras e a Música Erudita, apesar de não tocar instrumento algum, ainda assim, tenho parceria em letras de música sertaneja raiz, composta para viola, em parceria com o compositor e músico: Benedito José de Freitas (Dito Freitas).
SELMO VASCONCELLOS - Quantos e quais os seus livros publicados ?
HELENINHA DE OLIVEIRA - São cinco: Poemas e Poesias “Memórias”; Desespero Mudo - poesias; Asas no Tempo, Poesias, Cartas e Conto; Algumas Reflexões (Reflexões) e Usina Velha: Raios na Chaminé (História). Saliento que, meu estilo literário quase sempre versa pelo Místico, Espiritualista, Romântico e Ecológico.
SELMO VASCONCELLOS - Qual (is) o(s) impacto(s) que propicia(m) atmosfera(s) capaz (es) de produzir poesia ?
HELENINHA DE OLIVEIRA - Com certeza vem da memória akáshica, e o canal seja: a música, a paixão e a solidão..., apesar de que “quase” tudo para mim se transforma em poesia, pois, a vida em si é o poema “superar-se-me-nos”, uma eterna busca e aprendizado constante que me faz viajar por universos outros..., e no retorno, contemplar-se-me no espelho “Consciência” que é o meu guia..., e, em ruínas: fosforesce-me o plenilúnio sobre as águas errantes, onde o futuro é o ontem e o amanhã o hoje: Letras e Notas Ad Infinitum na memória arquetípica do meu outro eu...
SELMO VASCONCELLOS - Quais os escritores que você admira ?
HELENINHA DE OLIVEIRA - São vários os meus preferidos: Fernando Pessoa; José Mauro de Vasconcelos; Guimarães Rosa; José de Alencar; Florbela Espanca; Dante Alighieri; Antero de Quental; Humberto Del Maestro e muitos outros gênios da literatura: Selmo Vasconcellos é um deles, visto que o admiro profundamente!
SELMO VASCONCELLOS - Qual mensagem de incentivo você daria para os novos poetas ?
HELENINHA DE OLIVEIRA - Que o hoje de cada leitor, seja o poema em prosa, escrito com o amor fraterno; ainda que, a vida possa ser brincalhona, festiva, amarga, profunda, superficial ou atrevida, pois algumas vezes o nosso viver exibe-se como trecho de algum conto que não se assemelha aos “Contos de Fadas”, mesmo assim, devemos acreditar no Deus do nosso coração e buscarmos o que temos de melhor em nós para podermos abraçar o nosso semelhante, bem como, abraçar uma árvore que nos energiza, e dessa feita, escrever os nossos registros sem jamais deixar a fé e a esperança esquecidas; considerando que, o doar-se em ágape é vislumbrar o Amor Sabedoria e ter a certeza do Amor Divino. E mais, ter sempre um bom livro como companhia, pois, quem adquire o hábito de ler não sente solidão e adquire conhecimento, visto que, o livro é um ótimo amigo e companheiro.
A você que chegou ao final da entrevista: Votos de Luz, Vida, Amor e Paz Profunda.
POESIAS

SAUDADE DO QUE NÃO TIVE...
Baila nos meus olhos / uma silhueta
com aroma de verde ramo / no Templo Natureza...
Alegria de escutar / tua voz e riso vivificadores,
acorda meu sentido... / que vive o teu ardor.
Poesia: no jorrar das emoções
— lágrimas... promessas, / cena visualizada...
Indescritível Amor Espiritual...
não sei de quantas eras!!
Imenso é o amor,
... o esplendor do íntimo,
perfeito entendimento.
Suave melodia de “tempos outros”,
poesia na floração dos sentimentos...
lágrimas, por palavras proferidas
... naquele momento.
Transcendente amor,
... na devoção de almas!
Há sim:
nuvens de sonhos nesta vida...
serei tua irmã-sacerdotisa,
num balé indefinido... / num indefinido balé:
serei tua amiga, mãe, irmã e sacerdotisamante
numa beleza incorpórea: apenas luz e energia.
Desdobramento... misto de deusa e serpente.
Meu amado; perfeito... / vivendo a imperfeição,
meu querido!...
Tu ainda vives a tua condição de humano,
num corpo carnal, neste plano em que agonizas.
...
Em êxtase celestial chegaremos à sublimação.
(quase madrugada)
SAUDADE DA FAZENDA
Fui uma criança muito alegre
hoje relembro os velhos tempos
ouço o contagiante canto do quero-quero
alvoroçado naquelas terras.
A saudade da infância é gritante.
Meu pai, homem generoso,
acordava cedo e fazia a ordenha contente,
tudo era maravilhoso.
É como se eu estivesse ouvindo
O relinchar dos animais, quase que rindo.
As éguas com seus potranquinhos,
os porquinhos junto com as galinhas.
No campo ao longe ouvia o cantar da seriema,
do nambu e, na aguada que ficava aos fundos,
os sapos e as pererecas, para completar a festa natural,
onde tudo era paz, entre gentes e animais.
NAVALHA
Refugiei-me em mim...
no silêncio guardado
contrito,
restrito.
Universos fechados...
fechaduras quebradas,
maçanetas jogadas,
janelas cerradas...
chave: arremessada no além.
No escuro... compus versos.
Momentos:
apaixonada e esfarrapada...
céu,
inferno,
... navalha da espera...
ardor,
medo,
reclusão,
chama fria que induz...
Suicídio, doce veneno do amor...
O fim...
CANÇÃO PERDIDA!
A terceira idade aflora saudade
colorindo a infância na envelhescência.
O riacho se unificando ao rio...
Lembrança da velha aguada coleante
rumo a outra vala...
hora do banhar-se?
Galope da idade,
declínio da gruta vertente;
... grulhar das rãs nas macegas,
semântica das bocas.
... Vôo da borboleta-flor...
_ Orquestra de pássaros.
Sossegada, canta no seu tempo...
Náufraga de si!
Êxtase..., vertente tristeza:
vermelha saudade,
vestimenta
do amor não enterrado.
Sepulcro...Ninho sem ovos...
Correnteza, singrando entranha...
Frenesi, famintos lábios... ânsia:
floresce o canto,
jorra em correntes;
saciação...
Frêmito,
tremeluzir das mãos: alma gêmea de si.
ASAS DO DIVINO
Visualizo-te:
Falcão viril...
Alcandorado Rá
— Sol divino.
Força hominal
que atrai, fálica,
causando pudor;
rápido como um raio,
— trovão dos meus sonhos!
Indra...!?
Reflexos de luz
manifestação imortal.
Asas do Divino!
— Encontros de almas.
Desígnio que atrai!...
Tu és belo como Íris,
puro como os lírios.
06-07-1993 / 14:18h
PAIXÃO
...
Sinistra,
queima-me a entranha
e o delírio,
profano e violento,
como teso e rutilante gládio
ou minuano patético,
invade meu ser.
Estocada violenta,
esmagadora emoção!
Surda paixão...
Sepulcro da paz.
Funéreos pensamentos
rolando a esmo,
vibrando a natureza - fêmea.
Sofrida aspiração.
19-11-1993 / 23:47h
SACERDOTISA
Sou filha da noite boêmia,
mensageira dos sonhos ao som
de alaúdes e pífaros.
Na imaginação, ergo um panteão
dedicado exclusivamente a ti,
homem deus!
Do Olimpo dos meus anseios
visualizo-te,
homem de fogo/sobrenatural,
iniciado...
Estro dos meus inquietos momentos,
igualmente ao sol és tu,
Pã da minha alegria
Eros da minha realidade - cio
“Fogo que derrete o corpo
e acende o espírito”.
Dionísio o instinto que vibra
o desejo insensato.
O amor vence tudo.
Sou... Vesta!
Quem és tu: Apolo?
20-11-1993 / 01:35h
SOL - deus!
Sossega a minha alma
no berço da paz.
Navega a ignorância
na busca da luz.
Cintila a estrela.
Meteoros riscam o firmamento;
sinto um aperto interior,
com profundo sentimento.
Luz a lua nova,(1) reflexo do sol.
Envolto com o abraço - das quimeras,
o rito sangüíneo segue a regra...
E a fase manifesta está!
Penetrante, abrasador, pleno!
É o sol, o grandioso deus...
Saúdo-te, extasiada pela energia cósmica,
vazante da fé!?
07-12-1993 / 16:29h
A
B
I
S
M
O
...
Alma
de louca, sem rumo,
no espaço pagão
dos sonhos;
vadia,
sabe o que quer...
O íntimo desnuda,
sem medo da sorte.
Segue,
não pede perdão.
Guarda na lembrança
a pujança
do amor fabuloso.
Satânica e Divina,
se perde
na gestação
de um sonho.
18-10-1998 / 01:11h
BELEZA
Verde mata, santuário sagrado
abriga no seio, vida diferenciada
onça, tatu, lobo, tigre e até gado
em harmonia, todos na caminhada.
Inda na mata verde, dentre
os fachos de luz, os insetos, répteis,
sentem-se agasalhados, no puro ventre.
Mãe Natureza, a todos protegeis!
Agradeço a Deus pelo pulmão natural,
pelas samambaias dançantes e vida animal
rogo ainda ao Criador manter a energia do Sol.
Ipês, aroeiras e castanheiras,
os balanços de cipós trepadeiras.
Música da natureza... canto do rouxinol.
23-02-1999/15:27 h
INCESTO
Concha: de gozos e ardores
aberta à satisfação, espasmada
sob o jugo, impregnada dos amores;
outra não há mais cobiçada!
Conflagrada, a alma é a cor vermelha
formada pelo sangue que te fez o gládio
se somos uma só centelha
estamos no mesmo estágio.
Gênese condutora dominante de cada um
hoje não é aceita, ficou incomum
ligações entre parentes.
A evolução e a fé no Cristo
ligou-nos em comprometimento
não coabitar com descendentes.
24-03-1999/22:01 h
Um comentário:
Linda! Parabéns!
Todo meu carinho em forma de brisa pra ti.
BjOs
Elaine Mello
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